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rocamadour: amante das rochas, 2019

dez pedras envoltas em tecidos brancos onde estão impressos trechos do livro Rayuela do autor argentino Julio Cortázar são apresentadas juntamente com dez fotografias da cidade de Rocamadour. Aqui a presença das imagens se dá a partir da relação entre o topônimo francês e o nome de um personagem do livro.

O disparador para esse trabalho foi o coincidente encontro com uma série de pequenas fotografias antigas, souvenir da cidade de Rocamadour, localizada no sudoeste da França. No livro de Julio Cortázar, o personagem principal mantém um relacionamento amoroso com La Maga, que por sua vez tem um filho ainda bebê. A vida que o casal leva como imigrantes latinos na cidade de Paris, além de escassos recursos, inclui encontros carregados de discussões filosóficas nos quais parece não caber a figura da jovem mãe e suas obrigações com o filho pequeno, o qual ela passa fantasiosamente a chamar Rocamadour.

A palavra Rocamadour aparece 454 vezes no texto, destas retirei os trechos que carregavam um aparente discurso sobre a figura da mãe, que, assim tirados do contexto inicial, podem permitir que se façam diferentes leituras e relações com esses textos, que foram impressos em tecidos brancos envolvendo pedras, uma vez que a palavra Rocamadour pode ser traduzida por “amante das rochas”, sendo que a própria cidade está construída em torno de uma grande montanha. Essas pedras são expostas juntamente com o conjunto de fotografias, de maneira a criar uma conversa entre as imagens, os textos e a forma natural das pedras.

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rocamadour.tif

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